Mulheres já são responsáveis por 66% do consumo nacional
Dos R$ 1,972 trilhão gastos anualmente com bens e serviços no Brasil, R$ 1,3 trilhão são decididos pelas mulheres. No mundo, as mulheres consomem por ano U$ 20 trilhões. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada com 1.917 mulheres das cinco regiões do país pela Shopia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do grupo Bolsa de Mulher.
“Administrando um montante superior à sua massa salarial, as brasileiras não apenas decidem e compram diretamente, mas também influenciam e controlam os gastos masculinos. E, mais do que a própria renda, elas gerenciam o orçamento familiar como um todo”, afirma Andiara Petterle, CEO do Grupo Bolsa de Mulher.
O estudo identificou que os gastos decididos diretamente pelas mulheres e os que são somente influenciados por elas somam 79% do consumo total das famílias, os outros 21% referem-se a gastos que não implicam decisão de compra, como impostos e contas de serviços públicos (luz, gás e água). Alimentação, vestuário, beleza, cuidados pessoais, produtos de limpeza, decoração, além de bens e serviços ligados à educação dos filhos têm o percentual mais alto da decisão das mulheres: 83%. Desse total, o controle feminino chega a 93% em gastos nos salões de beleza, 82% na alimentação familiar e 73% na educação dos filhos. Já com lazer, entretenimento, saúde, telefonia e internet, além de gastos de maior valor como reforma da casa e compra de eletrodomésticos, as mulheres são responsáveis por 67% das decisões (direta ou indiretamente). Despesas com restaurantes dependem de 66% das mulheres. Elas também são responsáveis pela decisão quanto a planos de saúde e de telefonia celular em 63% das vezes. Mesmo no ramo de serviços bancários e na compra de aparelhos eletrônicos, elas já dominam 53%. As mulheres se destacam também em mercados antes controlados pelos homens, como o automobilístico. Hoje, 53% das brasileiras já influenciam a compra de carros.
O levantamento também revela que as mulheres se sentem insatisfeitas com os produtos e serviços destinados a elas: 89,25% delas se queixaram de pelo menos um segmento de produto. No ranking dos piores serviços estão: planos de saúde (38%), fitness (29%) e serviços (28%). As queixas se referem a falta de horários flexíveis, de uma comunicação mais eficiente e personalizada. (Fonte: ABRE - 19/07/2010)
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